domingo, 16 de dezembro de 2007

Sumiço

E aê galera!

Fim de ano, festas e... UMA TONELADA DE TRABALHO!!!!

Não se assustem pelo meu sumiço aqui do blog, assim que eu desafogar eu volto a postar!!!

Aquele abraço!!!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Agradecimento

Dedicatória Universal

Agradeço aos meus pais que confiaram em mim e me deram apoio e suporte incondicional. Digo isso às lágrimas, em frente desse computador, eles nem fazem idéia do quanto gosto deles.
Agradeço aos meu irmão André, que tem sido um segundo pai para mim, e à minha irmã Ivana, pela grande paciência que sempre tiveram comigo.
Agradeço a Maria Alice que me fez crer e ao mesmo tempo duvidar, reconhecendo meus limites. E principalmente por ela ter me dado um mundo infindo de amor, um dos raros exemplos reais que eu conheço desse sentimento.
Ao Bruno e a Daile, meus grandes amigos que foram meu maior ponto de apoio, principalmente nas horas mais difíceis.
Aos amigos de sempre, agora um pouco distantes, mas sempre presentes.
Aos amigos novos, de perto, vocês têm a minha confiança.
Aos amigos da faculdade, pelo suporte nos estudos e no trabalho.
Agradeço aos 425 Km de saudades, que tornaram uma pessoa muito mais forte.
Às cidades que me acolheram, Belo Horizonte e Contagem, e aos povos que nelas habitam.
Agradeço às paredes frias do meu apartamento, que pouco à pouco foram se impregnando com meu jeito, foram se moldando à minha forma.
Agradeço às manhãs que eu passei dentro de um ônibus, atravessando a cidade em busca de um sonho, agora mais próximo.
Agradeço à amargura e à solidão. Vocês me ensinaram a ser mais introspectivo e paciente.
Agradeço ao acaso. Você me deu belos presentes esse anos, não vou citar todos pois não haveria espaço, mas todos eles sabem quem são (...)
Ao tempo. Entidade que não existe, mas somos todos sujeitos à ela de forma implacável.

O todos os nomes que eu não citarei, para que não seja injusto com ninguém. Saibam o quanto sou grato à vocês todos, por tudo o que fizeram por mim.

Agradeço à Deus. E também peço desculpas, por não agradecer sempre e a todo instante pelo dom da vida. A ti Pai, eu ofereço mais um ano de minha vida. E quem sou eu para te voltar os olhos e lhe dirigir a palavra? Tende piedade de mim, ò Pai, pois sou pequeno e pecador. Tu me conheces de uma forma que eu desconheço e sabes bem das minhas limitações.
Olha por mim nesse ano que vem, e por todos aqueles que criaste e que iluminaste com o dom da vida.

Obrigado nunca seria suficiente, eu hoje quero dedicar minha vida a todos vocês. Não sei se vocês merecem tão pouco, mas ela está à serviço de vocês!!!

Viva o encontro das nossas vidas pelos caminhos do mundo!!!

domingo, 2 de dezembro de 2007

Uma Oração Pela Unidade...

Pai,

Dentro da tua Igreja, existe uma Igreja que se auto intitula Igreja do Povo,
Igreja dos Pobres.

Dentro dessa igreja, há gente que crê em um novo mundo possível
Há gente que acredita no papel protagonista do cristão frente aos problemas que sufocam nossa sociedade
Há gente que acredita na capacidade do jovem de se auto-organizar, mobilizar e lutar com energia a luta a que essa Igreja se propõe.
Há gente que acredita na igualdade de direitos das mulheres, inclusive no sacramento da ordem.
Há quem acredite na necessidade de inculturar nossos ritos, enriquecendo-os com as tradições Afro-Indígenas
Há gente que não se omite, que se envolve, que milita politicamente e acredita nesse instrumento de cidadania que é a participação política.
Há quem crê na figura do Cristo Libertador, que iguala os homens em sua justiça.
Há quem entenda seu martírio como um exemplo da luta contra a opressão dos marginalizados pelo poder do capital.

Mas Pai,
Há também os que desacreditam em tudo isso.
Há quem acha que todos eles estão errados.
Outros pensam que não vale a pena.
Há quem queira calar os que gritam pela sua justiça.
E até dentro da tua Igreja, há gente que quer nos fazer desistir.

Mas eu te louvo, Pai nosso,
Por que nos deste tantas formas distintas de pensar e agir a nossa atuação no teu povo,
E porque decoraste de modo tão diverso a tua Igreja.

Peço-te porém que nos tornes pacientes e humildes,
coerentes com a diversidade da sua Igreja.
Que vossa vontade seja soberana, não a nossa.
Ilumina o nossa pensar e agir para que ela reflita não os nossos projetos, mas o Teu projeto maior.
E daí-nos sobretudo, além das nossas diferenças, a unidade e a fraternidade.

Porque somos todos teu povo Senhor, teus filhos, e queremos te seguir...

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

A validade da ignorância como forma de felicidade


Meus amigos conhecem bem essa passagem bíblica, porque eu nunca me canso de repetí-la. Vem do livro do Eclesiastes, versículo 18: “...porquê onde há muita sabedoria, há também muita tristeza, e onde há muito conhecimento, há também mais sofrimento.”

O que está explícito no texto é que saber é sofrer.E é célebre o pensamento que diz “o conhecimento liberta” (Schopenhauer ??? Não me lembro a fonte...). Sim, liberta da ignorância. Encarcera na realidade. É óbvio que o fato de ignorar-mos um séquito de problemas não vai fazer com que eles desaparecem, e nem é esse o meu intuito. Se você começou a ler essa lauda procurando um ode à alienação, desista. Pode ir bater em outra freguesia.

A ignorância que aqui advogo é uma fuga ou escapismo menor. Ele está mais próximo do atitude de permitir-se viver além dos problemas pequenos (e mesmo dos grandes). O meu “ignorar” somente ignora problemas cotidianos, preocupações imediatistas, ou não, problemas globais e mais amplos mas por breves instantes.

Eu venho aqui fazer um discurso proselitista de que todos nós devemos nos envolver com as discussões mundiais, com nossos problemas comunitários sócio-político-ambientais. Vestir a camisa e ir à luta por um mundo novo e melhor. Um mundo melhor possível. Mas ao final de um dia de luta, ignoraremos que o mundo está uma sujeira, que a humanidade está uma merda e vamos ao bar beber. Ignoremos as picuínhas pessoais e sejemos felizes apesar delas.

Isso é, na verdade, um mea culpa por me achar muito bitolado com essas coisas o tempo todo. Não conseguir relaxar e discutir frugalidades mesmo nos momentos de descontração, havendo sempre a necessidade de que um assunto de fato sério seja discutido, de que a pauta da semana esteja em questão.

Mas falar sobre bobagens é necessário. É necessário esquecer de tudo (com responsabilidade) por breves momentos de libertação diários. É preciso ser idiota e ignorante ao menos uma vez por dia. O fardo de ser íntegro o tempo todo é demasiado pesado de carregar, aguardente mui amarga de sorver. A integridade de Sócrates o levou à cicuta, a minha ignorância só me levará ao bar ou à um bom livro.

Doses pequenas de alienação diária, escapismos breves e ignorância temporária. Amigos, somos homens, não somos máquinas....


obs) Muita calma ao beber dessa fonte pois, além de viciantes, a alienação e o escapismo, são alucinógenos...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Crônica do Amor Possível


(Para meus grandes amigos João Jr e Franciane)

Eu não tenho moral e conhecimento para dar conselhos, mas além da minha própria experiência nessa matéria, tenho comigo a experiência de muitos amigos. Todos eles recentemente terminaram um relacionamento. Pelos mais inúmeros e inimagináveis motivos todos tem uma certeza em comum: O relacionamento acaba, o sentimento não.

Gostar nem sempre é o suficiente, senão esse mundo seria perfeito. Conheço pessoas que dizem amar além de todo e qualquer tipo de barreira. Eles amam apesar de tudo, apesar de todos, e se dizem felizes. Eu os invejo. Inveja saudável de quem quer aprender com o exemplo perfeito e imitá-lo. Até eu que tantas vezes já disse coisas parecidas me sinto traidor de minhas palavras. Não porque elas fossem mentirosas, mas por que eu lhes fui infiel.

Observando os exemplos que me rodeiam, vejo que os relacionamentos são algo que vão além do sentimento. Eles são uma mistura complexa de várias conveniências, de muitas renúncias e compromissos. Por isso o sentimento sozinho não se sustenta, tampouco sustenta os relacionamentos. Dizem por aí que certos casais tem uma química, uma equação complexa de tantos fatores que reagem, mas não se repelem e nem entram sempre em curto-circuito.

E é por isso que eu celebro o amor possível: aquele que tem sentimento e ambiente para vingar. O sentimento que vem acompanhado de uma boa oportunidade, de um bom momento e disposição. E parafraseio Fernando Anitelli:”Os dispostos se atraem, os opostos se distraem...”

É também o amor assentado sobre a rocha da racionalidade e do bom senso. Maduro, adulto e responsável. Românticos gostam de sonhar seus campos elísios e fazer castelos de areia nas praias. Não me perturbo com eles, um dia o amor envelhece e amadurece. Aliás como tudo e como todos, ele sofre os efeitos do tempo.

Eu já fui do amor irresponsável e machuquei muito os outros. Hoje sou do amor possível. E este diz: “Te juro amor eterno, até o pôr do sol. E quero, ao pôr do sol, ainda te amar muito para te jurar amor eterno até o amanhecer”.

Nada de promessas eternas. O amor possível é sóbrio o suficiente para saber que ele deve durar a eternidade de uma tarde. E ao final da tarde, é hora de renová-lo, repensá-lo e revivê-lo. Só assim ele é eterno.

domingo, 25 de novembro de 2007

Facilitando a interação

Galera, para facilitar a interação com o blog eu retirei a obrigatoriedade de autenticação para comentários dos posts. Assim fica mais fácil comentar os posts e não há mais a necessidade de ter uma conta na google... Melhorou?

Então, comentem à vontade!

sábado, 24 de novembro de 2007

Relembrando...

Galera,

Faz apenas uma semana, mas a viagem à Virginópolis já está me dando saudades. Foram momentos excepcionais nesta que já figura entre minhas melhores viagens. É óbvio que nada seria tão bom se não fossem as pessoas que comigo compartilharam esses momentos. E em homenagem à elas eu dedico este post! Vocês são muito bacanas!

Marquinhos, um ilustre desconhecido, Marquinhos (primo), Eu, João (mais conhecido como Jamjão)

Eulália, Itamar, Marquinhos, Dalila (mais conhecida como Dê, ou meu anju, ou etc...), Eu, Suéllen (vulgo Sussú) e João

Ficaram faltando muitas pessoas, mas à medida que forem chegando as fotos eu publico, ok?

Sem a pretensão de ser completa, vai uma lista dessas pessoas:
Geraldo, Otacília, Zé Maria, Marlene, Júnia, Paula, Juliana, João, Silvinha,Marcelo, Maria, Gomes, Daniel, Jeffim(Leitão)... e por aí vai...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Citius, Altius, Fortius

Citius, Altius, Fortius

Finitude e transcendência

Muito se sabe do que é evidente aos olhos. A humanidade vem trabalhando na revelação dos segredos da natureza desde sua infância, sempre em busca de uma razão que lhe agrade ao intelecto e lhe convença os sentidos.

Quando Alexandre o Grande, avançou pela Ásia, quando Vasco da Gama penetrou pelas Índias e Colombo abarcou nas Américas, o mundo foi ficando paulatinamente pequeno, na inversa medida em que cresciam os questionamentos sobre qual era a natureza desse nosso habitat. Qual o porquê de tudo, essa é a sede que move a humanidade.

O domador e seus discípulos, quer seja o corpo ou a mente, disciplinou seus sensos para duvidar do óbvio dos sentidos. Educou o corpo para suportar o insuportável da dor.

O homem se desafiou de forma incansável. Quando se sentiu limitado pelas cavernas, impeliu-se a construir cabanas. O vento e a chuva eram mais ferozes do que elas, e ele construiu casas. O alimento começou a ficar cada vez mais distante para colher e ele se desafiou a plantar. Em todo desafio, em tudo transcendência. Em tudo ele quis transpor-se à natureza, domá-la, entendê-la, transformá-la. Para tudo uma forma, uma fórmula, um jeito.

Por esses dias, andei pensando nisso e no lema olímpico: Citius, Altius, Fortius. O mais rápido, o mais alto o mais forte. Quais são os limites? Quais as barreiras? Onde habitam os demônios da ignorância? E eu digo: em tudo, em todos. O finito do homem é o homem. A barreira do tempo é uma desculpa, é o homem. O espaço é uma mentira, é o homem. É o homem a medida, é o homem a culpa, é o homem a coisa que dá existência ao que existe. É a humanidade que constrói e destrói a humanidade.

È o homem que salta dezessete metros, e o homem que corre cem metros em nove segundos. É o homem que dorme em baixo da ponte e nos palácios do Qatar. O que vive na lama e o que vive na lama: somos todos pais desse esgoto. E em que lugar mora essa corja? Na Europa dos brancos, ou na África dos pretos?

Este que não vê do que são feitos os átomos e que não sabe o que há além do que ele julga finito. Este que não sabe o que houve e o que haverá, antes e depois do tempo. Este que não compreende de onde vem a razão do seu pensamento, que não distingue a nobreza dos sentimentos da frieza química das reações no seu cérebro. Ele sabe que acorda, sente fome, come. Se deseja, transa. Sente vontade, vai ao banheiro. Sente sono, dorme. Sim. O homem é um animal. Lembro-me do filme Amarelo Manga: O homem é isso, estômago e sexo.

Olhar para hoje é passado. O olho dessa geração lê o intertexto do contexto em que vive, mas ignora quem fica nas entrelinhas. Os marginais, os tortos do mundo, os que têm tudo o que não tem valor. Quem desafinou e o mundo desatina. Quem entra no noticiário quando quer se esquecer que é pobre, mas para isso tem de entrar no ônibus cheio de outros menos pobres, sacar o cano da cintura a mandar todo mundo abaixar senão passa fogo. “Passa logo o dinheiro comédia, hoje não está pra brincadeira o negócio aqui não. Cada dia uma treta.”

E tenho outras pertubações. E a questão do que é a verdade, a arte, a ciência ou a religião. Se a fé tem limites, a ciência também. Se a fé tem mandamentos, a ciência tem leis. A fé não precisa de provas como na ciência, mas esta não faz milagres. Se viemos do macaco ou somos todos seres de luz, filhos de Deus. Se é obscuro o pecado e vertiginoso o desejo, um mundo quase sem virgens de qualquer coisa. Sé é feito ser ignorante e bacana ser educado, muitos lêem pouco, compreendem menos ainda.

Mas eu não me assuto pois este, senhores e senhoras, é o homem. Aquele sentado na escada da igreja fumando crack. Aquele na esquina cheirando cola. Aquele que lutou pacificamente e pregou a não violência. Aquele que para se manter no poder explodiu até escolas. Aquela que passou a noite na fila para que o filho pudesse estudar. Aquele que acorda cedo e compra o jornal, toma café e vai trabalhar reclamando do pênalti que o filho da puta do juiz roubou. Aquela que pulou no rio sem saber nadar pra salvar o filho. Aquele que alicia meninas na porta da rua. Aquela que dançou de felicidade quando viu mais uma falcatrua virar pizza. Aquele que ia visitar o avô levando flores, mas foi forçado a mudar de rumo. Aquele que fumou dez conto de beréu e quis curtir com um muleque qualquer. Aquele que vai reconhecer filho desfigurado, irreconhecível. Nós, que vimos tudo isso.

Este é o homem, finitude e transcendência. Este é o fim e o além. Este é o homem... Este é o homem...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A Experiência do Bem e do Mal


A Experiência do Bem e do Mal

Um mundo de luz e trevas...

Experiência é, para nós, uma palavra de duas semânticas. Uma delas é o verbo experimentar, no sentido de testar, sentir, ver, tocar, passar por um momento. A outra é o adjetivo da quantidade de experimentações que um indivíduo possui, delatando com isso a sua sabedoria. Logo, as experiências conduzem à experiência.

Tive recentemente a oportunidade de fazer duas experiências que me tornaram uma pessoa mais experiente, mais triste e mais feliz.

A primeira experiência foi a de ser roubado. Voltando de um excelente show no centro da cidade onde moro, descobrimos que o carro de um amigo, que nos daria carona, tinha sido roubado. Seus pertences haviam sido levados e o meliante ainda nos deixara uma outra herança: para roubar o carro ele teve que desligar o alarme. Para isso, danificou o sistema elétrico e nos deixou impossibilitados sequer de ligar o carro. Os pertences roubados do meu amigo incluíam duas malas cheias de roupa e um óculos caro que ele havia acabado de comprar e nem mesmo havia usado.

A visão do carro violado e grande extensão dos danos nos chocaram profundamente. Lá estávamos nós, sozinhos e impotentes contra tudo o que nos ocorria. A ronda policial que nos atendeu era de uma vontade tal que até um jabuti sesquicentenário nos melhor serviria. Não importava o que tentávamos ou fazíamos, nós nos sentíamos humilhados e vítimados pela maldade ou pela falta de vontade das pessoas.

O malfeitor não apenas nos roubou, mas nos prejudicou a ponto de não termos nem como voltar para casa e chorar nossas perdas. Maldito, maldito, maldito.

Essa é a experiência do mal. Passar por uma experiência como essa é tomar um banho do mundo cão em que vivemos e das realidades mais descabidas que se tornam comuns e somos obrigados a suportá-las.

O mal é espontâneo à medida que, alguém com quem nunca nos indispomos, contra o qual nunca tivemos qualquer tipo de pelega, nem sequer o conhecemos, este nos fará mal gratuitamente. Nossa indignação nasce ao ver que os frutos do nosso dura labor diário foram-nos alienados por alguém que em nada compartilhou de nossos esforços. Simples e puramente, sem que nada tenhamos feito contra este, ele nos feriu, roubou ou importunou. O que fizemos contra ele, para que ele nos faça mal? Nada. O mal é gratuito. O mal é espontâneo.

Quando tudo já se achava perdido e a certeza da maldade nata nos homens era evidente nos acometeu outro fato que também mudaria nossa história.

Sem que pedíssemos, um desconhecido transeunte se ofereceu para nos ajudar. Ao nos observar ali, perdidos, se encheu de compaixão (sentimento que para nós era inexistente) e se dispôs a ajudar no que fosse necessário. Eu, com muita vergonha, mas também sem ter outra opção, liguei para um amigo, na alta madrugada, o tirando do seu tranqüilo sono, para que em algo pudesse nos ajudar. Sua atitude foi de pronta solicitude, como se nem estivesse dormindo, como se estivesse lá apenas esperando um telefona. O outro, que nos ajudou, conseguiu identificar o problema e nos tirar daquela situação de risco com apenas uma ferramenta: boa vontade.

Esta é a experiência do bem. Passar por uma experiência como esta nos leva a um outro mundo possível, pelo qual as coisas simples se tornam grandiosas pelo sentido que lhes atribuímos. Assim é o bem: simples.

O bem é espontâneo por que não o solicitamos, ele se dispõe voluntariamente. Alguém que nunca ajudamos, não pagamos ou recompensamos nos fará o bem gratuitamente. Pelo puro e simples prazer de ser bom. E por imputar em nós o dever de que também o façamos com outrem, quando estes precisarem de nós. De graça e de boa vontade. Decapando fios sujos com os dentes ou atendendo sorridente o telefone de madrugada. O bem é gratuito e espontâneo.

Nossa muralha de incredulidade ruiu. Caíram os tijolos que experiência da maldade havia colocado e rebocado com massa firme. Bem e mal são, ambos, gratuitos e espontâneos. Nascem do nada e trazem conseqüências a ponto de querer-mos repassar aos outros aquilo que nos foi dado: o mal ou o bem.

A gratuidade com que as coisas se apresentam no nosso cotidiano é portadora dessa dimensão de trevas e luz. O acaso traz a oportunidade de ser bom e ruim. Talvez quando o mal nos encara de perto é que deveríamos ser bons. Também é quando a bondade pode ser feita logo ali perto de nós, é que somos ruins.

Mas nesse mundo, caros amigos, tudo é uma questão de experiência...

domingo, 18 de novembro de 2007

Jaboticabas Imaginárias e Desventuras Afins...


Então Senhores.... Esse fim de semana fui ao Festival da Jaboticaba em Virginópolis naquele esquema: pouco dinheiro, muita vontade, mochila nas costas e carona!!!!!

A despeito do fato de ter ido ao único festival da jabuticaba sem jaboticabas do universo conhecido (alguém aí conhece outro????), foi um fim de semana maravilhoso. Para não entrar em detalhes vou destacar :


  • Jaboticabas Imaginárias (Alguém viu jaboticabas por aí?)
  • Campeonato de Purrinha (Medalha de bronze)
  • Derramamento Inconseqüente de Álcool.... heheheheh... sem comentários...
  • Caminhadas Pela Mata
  • Ter a impressão de ter sido atropelado por um trator
  • Baile Do Festival (Não ficamos nem duas horas.... sniff...)
  • Jurar Nunca Mais Beber (Até Amanhã de Manhã)
  • Quebrar a promessa...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O Tempo Não É


O Tempo Não É

Vida, Existência e Eternidade.

Na história, o tempo sempre foi encarado como um personagem, ora protagonista, ora antagonista da humanidade. Atribuíram-lhe poderes e saberes, existência eterna, onisciência e onipresença.

Mas mesmo uma breve reflexão nos leva a conclusão que o tempo não é uma coisa, ou uma entidade própria. O tempo não é por si próprio, é uma qualidade das coisas. O tempo como entidade separada, como sujeito próprio e independente não existe.

Todas as coisas então possuem essa qualidade, essa dimensão chamada tempo, responsável pelo nosso envelhecimento e enriquecimento. Para quantificá-lo e estudarmos essa propriedade é que a projetamos para fora, dando-lhe medida universal comum. É o tempo das horas, minutos, segundos. É o tempo dos séculos, milênios e eras.

Essa agressão à individualidade do tempo, já que cada um possui o seu e com a sua própria medida, faz-nos esquecer da vida que merece ser vivida a tempo. A maioria de nós apenas existe no curto espaço de tempo que tem para viver. Rubem Alves não se cansa de repetir: o tempo foge, o tempo foge...

E por muitas vezes ouvimos que o tempo é igual para todos, e para todos, o sol nasce, cresce e morre no final da tarde. Vêm as estações do ano, o plantio e a colheita.

A vida que pretende quem quer viver é incompatível com a métrica do tempo criada por quem apenas existe. Nunca, mas nunca existirão segundos suficientes nos minutos, minutos suficientes nas horas e horas suficientes em um único dia. O tempo é pouco mesmo quando se tem a tarde inteira.

E suspeita-se do querer eliminar do homem a dimensão do tempo. Este sem esta torna-se atemporal, eterno. Não envelhece, mas também não evolui. A eternidade é a resposta? Não. E o que é a morte? O fim da passagem do tempo no homem?

O tempo nos leva a pensar sobre tudo. Pois apesar de não ser em si, o tempo está em tudo. E tudo está na passagem do tempo. Este admite uma definição recursiva: O tempo não é em si, o tempo é o efeito causado pela passagem do tempo.

Recuso-me então a entender que quem vive e quem existe sofram a passagem do tempo da mesma maneira. Organizar o tempo, medindo-o e programando-o não vai ajudar a trazer à tona a vida que não se leva. Apenas vai racionalizar a existência que passa. Os animais também não medem o tempo e apenas existem. Esse exercício de martírio, essa contagem sempre regressiva não fará bem a quem ama viver. Sentir o gosto da eterna passagem do tempo, ampliada pelo universo de possibilidades da vida, encaixada na existência limitada nesse planeta azul.

E me pergunto: o tempo não é, também nós não somos?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

À pedidos

Bom, para atender à pedidos anteriores vou colocar fotos dos shows de Lenine e Mutantes, que aconteram nos últimos meses... Vai lah:


Show de Gilberto Gil = DO CA RA LHO


Tem certas coisas que a gente carrega consigo, amontoadas nas nossas bagagens mentais. Levamos viagens, pessoas, lugares e acontecimentos diversos.

Hoje eu vou procurar um lugar vazio no meu bagageiro para colocar as lembranças do showzaço de Gilberto Gil...





sábado, 3 de novembro de 2007

Pra lavar a alma...


Então... Feriadão, muita coisa pra estudar, muita coisa pra fazer e um convite irrecusável: Vamos para uma cachoeira?

Uma tarde boa viu? No final, uma passeio por Congonhas e seus famosos profetas de Aleijadinho...

Participantes da expedição: Eu, Bruno, Daile, Flávia, Tia Geraldinha e Tio Alencar...