sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Espaçamento


Moro sozinho, com sapatos e meias reviradas
com teias nos cantos da sala
e a cama desarrumada.

Moro com parte do que resta do que sobrou de uma outra casa
de armários velhos marrons, panelas de teflon,
talheres e mesa.

Moro com um casal de lagartixas,
meia dúzia de aranhas solteiras,
e um par de baratas.

Sem contar nos dois cactus, a mini-palmeira,
uma planta que naum sei qual é,
e uma outra trepadeira.

Moro com a estante de livros,
o notebook na escrivaninha,
o caderno de anotações,
a tv,
o controle,
as contas,
as roupas,
o relógio-na-parede-quadro-janela-porta-piso-azuleijo-tapete-geladeira-pia-e...
e nada.
Nada.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A volta do sonhador

Eu amo estar aqui com vocês para divagar sobre alguma coisa. Eu amo desperdiçar o seu e o meu tempo (ou não) refletindo, inventando, divagando.

A palavra inventar é legal e tem muito a ver comigo. A minha realidade, que eh coletada pelos sentidos e interpretada pelo intelecto é reinventada pela imaginação. Tudo toma a cor dos meus desejos e dos meus sonhos. Tudo tem um pouco da escuridão de minhas mágoas, de minhas derrotas.

De volta a BH, reembarco na nau de outros sonhos que já tive e hoje me pergunto se são realmente meus. Jogo água no meu rosto a fim de acordar e confrontar o que é com o que eu gostaria que fosse e com o que eu tenho feito para que fosse.

Antes de tudo eu sinto mais do que nunca que está na hora de viver, mais e mais intensamente. Talvez eu tenha abandonado tudo para viver uma loucura. Talvez a loucura fosse ter permanecido como estava. Quem vai saber?